Olá, humanos.
Esse não é meu
blog como escritora, se estão procurando isso, sinto muito, irão se
decepcionar.
É só um
desabafador.
Bom, hoje tivemos
o primeiro beijo homoafetivo da rede globo. UAU, muitos pensaram. Seja um “uau”
bom, ou, em alguns casos menos providos de inteligência um “uau” negativo.
Enfim, eu preciso
expor minha opinião sobre isso, usando elementos da infância pra embasar minha opinião linda e formosa.
"Ai, Macedo, cê vai destruir minha infância com a sua ditadura gay?"
Véi, sai daqui.
Se você acha que só porque uma animação tem um casal gay sua infância tá sendo destruída, eu não tenho paciência nem tempo pra perder com você.
Ao resto dos bonitos, sejam bem vindos <3
Vamos lá:
Esse moço incrivelmente atraente – pros gráficos de Sailor Moon –, à nossa esquerda (<), é Seiya Kou.
Não, não é o Seiya
do Cavaleiros do Zodiaco, como vocês notaram, – apesar de CdZ também ser um bom
exemplo do meu ponto.
Seiya Kou é alguém
com quem você, provavelmente, está bem familiarizado. Seiya Kou é um integrante
do “idol group” japonês conhecido como Three Lights.
Seyia também é
conhecido como Sailor Star Fighter.
E, em algum
momento eu sei que você quis que a Sailor Moon ficasse com o Seiya. Não importa
o quão apaixonada você fosse pelo Tuxedo Mask.
O que, basicamente significa que você shippava isso:
Aí vem um chato dizer: "Ai, Ana, mas ele
era “metade homem”."
Okay, pra não
entrar na questão de transgêneros e tornar esse post eterno, vamos parar por aqui com esse casal.
Dessa vez.
Eu falaria da Michiru e da Haruka.
Lembram delas? Do
sistema solar externo?
Pois é, elas eram
lésbicas.
Um casal
maravilhoso, se me permitem dizer.
Mas não conta
também, primeiro porque, já que a Haruka se vestia como homem a maior parte do
tempo, muita gente fingia que ela era homem.
Eu sei que você tinha uma amiga
assim, e você também sabe. Mas, mesmo que não fosse o caso, tem a velha história
do fetiche machista, não é? Que mulher lés nunca ouviu uma proposta de um ménage
pra ela e sua respectiva namorada?
Claro que não dá
pra ignorar as infindáveis mulheres, heroínas, que já passaram por uma “cura
gay” coletiva, se é que me entendem, e continuam de pé, lutando por seus
direitos.
Se você não
entendeu, acredite, você não quer entender.
Mas, bom, estou
tangenciando o assunto, deixem-me voltar ao ponto.
Casais homo afetivos.
Homens,
especialmente.
Certo.
Lembram de Card
Captor Sakura? A moça do báculo mágico que tinha que coletar as cartas e te fez
querer andar de patins?
Então.
A Sakura tinha um
irmão, Touya, e o Touya tinha um amigo, Yukito.
Lembram dele?
Lembram dele?
“Ai, ai, ai
Yukito!”
Então, ele.
Primeiro eu quero
dizer que, se esses dois não eram um casal, eu não sei mais o que significa ser
um casal.
E em segundo
lugar.
Lembram do
Shaoran?
“Ai, Ana, mas era
só porque o espirito louco lá – Yue – tava no Yukito e bla bla bla”
SÉRIO?
SÉRIO?
Tipo, sério?
Desculpa, amigo,
mas eu não compro essa.
Até porque a hipótese do Shaoran ser bissexual NÃO EXISTE, né?
Mas, se for o caso, vamos comprar que é por causa do Yue.
Isso não invalida o relacionamento do Yukito e do Touya. Isso, aliás, só reforça um pouquinho as coisas.
~possíveis spoilers~
~possíveis spoilers~
Isso sem contar que o Yue era apaixonado pelo Clow.
Tipo, de verdade e com força. Aquele tipo de amor eterno e apaixonado e perfeito e lindo, tanto que ele fica chateadíssimo quando descobre quem é a reencarnação do Clow, e questiona porque não o contatou.
Mas aí já já temos spoilers, então deixa a Macedo se calar aqui.
E olha que eu nem abordei o fato de que a Tomoyo assume no episódio da carta "Shield" que era apaixonada pela Sakura. E, nossa, segundo minhas fontes, a mãe da Tomoyo era apaixonada pela mãe da Sakura!
A viadagem, ela não tem fim! E ELA É LINDA.
<3
<3
Okay, agora juro que parei com os possíveis spoilers.
Mas enfim, querem mais
exemplos de "viadagem" na sua infância?
Mulan.
Sério que vocês
acham que, magicamente, o Shang se apaixonou por ela só porque agora ela é
mulher.
Em nenhum momento
ao longo da animação inteira ele questionou a sexualidade dele.
Claro.
Eu não queria
contar nada, mas eu sou a fada do dente.
Como se essa música melhorasse tudo, também.
"Senhor, eu vou fazer de você um homem." Tão perto que daria pra beijar a moça.
Okay.
"Senhor, eu vou fazer de você um homem." Tão perto que daria pra beijar a moça.
Okay.
E “Como Treinar
Seu Dragão”?
Okay, não é disney e não é bem infância, por ser bem recente, mas é lindo e magia, então deixa eu falar aqui, porque eu quero. -Q
Vocês acham que é
só sobre aceitar um filho que, em vez de caçar dragões quer treinar dragões.
Nada sobre “aceitar
as diferenças” além do que é abordado passou pela cabeça de nenhum de vocês?
Olha, não tô
questionando como esses assuntos foram abordados ou mesmo se foram abordados
diretamente, mas, mesmo na sua infância, eles estavam lá.
Você, seus pais e
seus avós viram isso muito tempo atrás.
Não é exatamente
uma novidade, entendem?
Então, não é como
se essa ação supostamente “Nova” fosse abrir os olhos de cada um e de todos
eles.
Eu entendo que o
beijo do Félix com o mocinho que eu não lembro o nome, porque não assisti a
novela, foi realmente lindo, e poético, e significativo pra qualquer um que se
identifique ou simpatize com a causa, mas dizer que ele é o primeiro passo pra
mudar uma sociedade preconceituosa me parece um pouco demais.
Comemorar um beijo
homoafetivo não me parece progresso de forma alguma, me parece mais como uma
ênfase de como somos atrasados e arcaicos e preconceituosos; de como precisamos
nos apegar a qualquer raio de luz e esperança que seja jogado em nosso caminho,
e isso, sob nenhuma lente que eu olhe, me parece vantajoso.
Alguns me disseram
que é o primeiro pequeno passo para a aceitação.
Peço desculpas
mais uma vez, mas, não ao meu ver.
Quem se emocionou,
aqueles que torceram por esse beijo, foram pessoas que já não achavam isso o
fim do mundo, que já entendiam que ser gay ou não é como ser destro ou canhoto,
que conhecem sobre o assunto, que, de alguma forma são pessoas mais
esclarecidas, ou pessoas que não pensam por si próprias e aceitam tudo o que a
tv e demais geradores de tendência vomitam sobre elas, nesse segundo caso, não
vejo que diferença faz, na verdade.
Enfim, o que eu tô
tentando dizer com essa baboseira toda, é que eu não estou reclamando desse ato
da novela. Não DESSE, porque, honestamente, teve tanta coisa nessa novela que
não vou perder meu tempo contando. É só que me preocupa ver tanto estardalhaço sobre
um assunto que, o que todos querem, é que não seja preocupante, não seja
grande, não seja alvo de fofoca, não seja um problema, porque não é.
O que me preocupa
é a esperança que vejo sendo colocado por sobre um beijo gay, como se isso
fosse o primeiro passo pra uma mudança incrível e breve, que não tardará a
acontecer. Como se esse beijo significasse o fim dos estupros, dos
espancamentos, da sociedade patriarcal, do machismo e de todo preconceito.
Eu posso estar
sendo um pouco pessimista demais, mas, vejam o que aconteceu com os protesto do
ano passado.
Tudo que eu vejo é
mais um “ato que vai mudar o mundo” como tantos que vimos, e esquecemos, no
último ano.
Eu não sei.
Talvez tudo isso
não tenha servido de nada.
Tudo o que eu peço
é que tenhamos o pé no chão, humanos.
Um passo de cada
vez.
E, mais amor, por
favor.

EDITADO:
Queria deixar aqui pros bonitos um link que me mandaram do BuzzFeed, de "porque Sailor Moon foi a animação mais gay que você já assistiu".
É em inglês, mas é maravilhoso. E os comentários valem a pena, também.
Ah, e me deixou SUPER com vontade de rever. <3

EDITADO:
Queria deixar aqui pros bonitos um link que me mandaram do BuzzFeed, de "porque Sailor Moon foi a animação mais gay que você já assistiu".
É em inglês, mas é maravilhoso. E os comentários valem a pena, também.
Ah, e me deixou SUPER com vontade de rever. <3









